Ação e o velho humor escrachado quase nos fazem esquecer que se passaram 20 anos entre o último filme e o atual. Para isso, é claro, foram utilizados alguns elementos - chaves como o chápeu ícone, a trilha sonora e alguns personagens resgatados do passado como o pai do herói e a volta da antiga namorada Marion que ajudaram no reconhecimento do espectador e na construição da idéia de sequência. É perceptivel que houve uma preocupação em manter a mesma linha de fotografia da série como a cena do começo em que é enquadrado o conhecido recuso da sombra do héroi e seu chápeu antes mesmo da sua imagem.
Porém, não podemos negar que os anos trouxeram algo de bom a saga do famoso arqueólogo que herdou a melhora nos efeitos de computação gráfica, mas ganhou uma pitada infantil, já que o triller se torna previsível. Faltam algumas explicações no decorrer da história e sobram sequências irreais como a queda das três corredeiras. Mas, estamos falando de Indiana Jones, o héroi real e humano dos anos 80, que é retratado nos anos 60, não podiamos esperar folego de mocinho, se até o ator já está coroa!!E não faltam insinuações no próprio filme sobres isto!
No fim, cumpre a promessa e melhor: vale a espera para um eterno saudosista. A surpresa fica por conta da descoberta de um filho, que para nós tem um gostinho de esperança numa continuação. Tomara que desse vez, não demore tanto!