quinta-feira, 22 de maio de 2008

A volta

Até mesmo Indiana Jones se globalizou! Desta vez, ele luta contra os comunistas, não dá mais pra falar de nazistas. Ainda de quebra é traido pelo capitalismo, ou pelo dinheiro, uma praga histórica. Mas, política a parte, o quarto filme da série se encaixou bem na forma!
Ação e o velho humor escrachado quase nos fazem esquecer que se passaram 20 anos entre o último filme e o atual. Para isso, é claro, foram utilizados alguns elementos - chaves como o chápeu ícone, a trilha sonora e alguns personagens resgatados do passado como o pai do herói e a volta da antiga namorada Marion que ajudaram no reconhecimento do espectador e na construição da idéia de sequência. É perceptivel que houve uma preocupação em manter a mesma linha de fotografia da série como a cena do começo em que é enquadrado o conhecido recuso da sombra do héroi e seu chápeu antes mesmo da sua imagem.
Porém, não podemos negar que os anos trouxeram algo de bom a saga do famoso arqueólogo que herdou a melhora nos efeitos de computação gráfica, mas ganhou uma pitada infantil, já que o triller se torna previsível. Faltam algumas explicações no decorrer da história e sobram sequências irreais como a queda das três corredeiras. Mas, estamos falando de Indiana Jones, o héroi real e humano dos anos 80, que é retratado nos anos 60, não podiamos esperar folego de mocinho, se até o ator já está coroa!!E não faltam insinuações no próprio filme sobres isto!
No fim, cumpre a promessa e melhor: vale a espera para um eterno saudosista. A surpresa fica por conta da descoberta de um filho, que para nós tem um gostinho de esperança numa continuação. Tomara que desse vez, não demore tanto!
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Para adoçar a vida!

Parece um remake de "O Casamento do Meu Melhor Amigo", mas tem um detalhe que diferencia: o casamento é da amiga! Em o "Melhor amigo da noiva" a receita se repete e vemos mais uma história de amor, no melhor dos estilos comédia romântica para adoçar a vida! Tom é um solteirão convicto, muito bem sucedido que se descobre apaixonado por sua melhor amiga. Quando decide se declarar, ela anuncia que estar noiva e o convida para "madrinha" do casamento. Cheio de clichê, totalmente previsível, porém, leve e divertido. A melhor parte? Com certeza a confirmação de Patrick Dempsey como mais novo galã de Hollywood. Sua atuação em Grey's Anatomy lhe rendeu a simpatia, mas depois de Encantada e O melhor Amigo da Noiva fica evidente que ainda o veremos muito no papel de mocinho!!!Ainda bem!!!
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cena em que ela anuncia noivado
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

O homem de Ferro

Nenhuma novidade na esfera dos filmes baseados em histórias em quadrinho. Mesmo não sendo uma profunda conhecedora acredito que "O Homem de Ferro" nada ficou devendo ao badalado e estrelado "Homem Aranha" ou a infinita saga de "Batman". A história desenrola mostrando a vida agitada e descompromissada do maior inventor e fornecedor de armas para o governo norte-americano, Tony Stark. Após ser feito refém por um grupo de rebeldes afagãos, sua visão de mundo muda ao perceber os danos que seus "brinquedinhos" causam as populações carentes.Para fugir dos sequestradores,Tony constroi uma armadurade ferro e ao voltar para os EUA, decide mudar os rumos dos seus negócios e salvar a humanidade contra as mazelas causadas pelas guerras. Enfim, um héroi que quer salvar a humanidade de alguma coisa que realmente a vem destruindo! Até ai tudo bem, mas como toda história de ficcção da Marvel, és que aparece um vilão! E o que vem a seguir são cenas de luta entre dois robôs,ou homens de ferro muito semelhantes aos que "atuam" nos seriados Power Ranger, Changerman ou até mesmo o pré-histórico Jiraya(Se é que se escreve assim!).
Mas, o filme tem seu ponto forte, a escolha de Robert Downey Jr. O ator que após as várias prisões, internações em centros de reabilitações e de ser declaradamente viciado em drogas, confessou seus erros e afirma estar livre dos fantasmas do passado conseguiu um papel em que traça um perfeito paralelo entre seu personagem e sua vida pessoal. O héroi que apesar de ser obrigatoriamente um galã, dessa vez, vem caracterizado na figura de quarentão playboy e Downey lhe emprestou seu charme e seu humor cítrico na medida perfeita. A bilheteria foi boa e superou as expectativas, porém as apostam são grandes para saber até quando Downey sustentará a armadura dourada e vermelha na vida real.
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Ai que inveja!!!!

Ícone fashion obrigatório entre as It Girls, a bolsa Birkin da Hermès, tem fila de espera de até dois anos recheada de clientes ansiosas que aguardam pela oportunidade de desfilar com sua preciosidade fashion. O acessório que custa de U$$ 9 mil a 34 mil foi criada em 1984, pela grife em homenagem à cantora e atriz britânica Jane Birkin e é confeccionada a mão. A dificuldade de adquiri o símbolo de status e de histéria foi contestado pelo esteticista e comprador de artigos de moda Michael Tonello. O rapaz desenvolveu uma maneira de burlar a fila e de ganhar dinheiro. Passou cinco anos, percorrendo lojas Hermès em todo mundo e vendendo o artigo as clientes ávidas pela iguaria, que sabem que uma bolsa Birkin não será nunca desvalorizada, pelo contrário, seu valor só aumenta com o passar do tempo. Sua tática foi básica e nem um pouco gloriosa, mas lhe rendeu um livro “Bring Home the Birkin” que chega as livrarias este mês. A cada loja que visitava Tonello entrava com uma lista de compras em um notebook Hermes Ulysses (claro!!!) e empilhava echarpes e itens que custassem cerca de U$$ 2 mil. Uma forma de parecer um comprador habitual da marca e no fim da compra pedia uma Bolsa Birkin. Como num passe de mágica, surgia um exemplar de alguma “caixa mágica” guardadinha no estoque da loja.
Tonello afirma que em 2005, comprou 130 Birkin em três meses. Para reafirmar que a grife usa a fila de espera como uma estratégia de marketing Tonello guarda os recibos que comprovam suas histórias. Descoberto pela grife que lhe mandou um fax advertindo que não lhe vende mais a bolsa, ele desdenhou da elegantíssima peça feita de couro de crocodilo afirmando que ela é pesada até vazia!!!
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Katie Holmes e a sua modelo big

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Amor extraterrestre

Um escritor de sucesso usa o sonho que tinha quando criança para basear seus livros. A espera do dia em que se libertaria do eterno sentimento de exclusão sendo abduzido por ets. A idéia é estrelada, a fama é alcançada, mas a sensação de solidão permaneceu e piora com a morte de sua mulher. Seus traumas são todos revividos com a decisão de adotar uma criança, o brilhante e problemático Dennis. Uma criança que vive em seu mundo de fantasia, dentro de uma caixa de papelão e afirma ser um marciano. Esta é a história de “Ensinando a Viver” (Martian Child) que estréia este fim-de-semana, nos cinemas brasileiros. O filme que tem no elenco John Cusack no papel do escritor David e conta com a brilhante atuação de Bobby Coleman como o pequeno marcino, aborda as temáticas do amor e da aceitação e discute o preconceito da sociedade com “o diferente” de uma forma leve e sensível.
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Cena do filme

Chicolátras

Não basta ser fãn, tem que participar! O amor pela suas geniais composições e pelo seus belos olhos verdes foi além da idolatria para um grupo de mulheres que resolveu subir nos palcos cariocas para celebrar o ídolo. Assim, surgiu Mulheres de Holanda, um grupo formado por cinco mulheres e que está lançando o primeiro CD e DVD, nesta semana, no Rio.
O grupo que é formado por Karla Boechat, Ana Cuba, Eliza Lacerda, Malu Von Kruger e Marcela Mangabeira ficou três anos só ensaiando até a estréia em 2005. Além do toque feminino nos arranjos vocais, o grupo chama atenção pela inusitada proposta cênica composta por iluminação e figurino, se transformando a cada personagem cantado. Para “O meu guri” em cena se ver cinco mães, assim como, em “Mulheres de Atenas” se vê cinco mulheres de atenas.
O show conta com 24 clássicos e apenas a presença de músicos no comando do violão e da percussão. A idéia é valorizar as vozes, que juntas funcionam como um elemento rítmico e como ato de louvor!!!
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O grupo no palco

domingo, 4 de maio de 2008

"Sex and the City" for men

A bem sucedida fórmula do quarteto de amigas independentes, adultas e maduras que veêm suas vidas sob pespectivas diferentes, mas têm a amizade como pilar de sustentação para superar os enlaçes românticos e conflitos profissionais foi popularizada na série "Sex and the City" e é a aposta da Warner para novo seriado "Big Shots" que estréia esta semana. A diferença porém, estar no sexo dos protagonistas. Dessa vez, o quarteto é formado por homens que contam suas histórias sob a pespectiva masculina.
Uma boa pedida, se a sociedade não fosse tão machista. Por incrível que pareça, nem as mulheres norte-americanas viram graça na série. Ao contrário da versão feminina que alcançou o sucesso,estrelou seis temporadas e trouxe o assunto feminismo(independencia sexual, carreira profissional) x romantismo(casamento, par-perfeito e filhos) para roda de discursões tanto filosófica quanto comportamental a versão masculina não soube reescrever a trajetória e não teve direito nem a uma segunda temporada.
Photobucket"Big Shot" versão masculina para seriado popular
Photobucket quarteto estrelado

No Busão

A criatividade e o inusitado são os ingredientes e a atração do espetáculo “Na Catraca”. A peça teatral inovou e tem como palco um ônibus que fica estacionado na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio.
O monólogo que estreiou este fim de semana é encenado e assinado pelo ator André Silveira e tem como enredo as histórias e causos que o cobrador Cleriosvaldo passa no seu dia-a-dia. Nada mais, nada a menos do que o cotidiano de quem depende desse transporte coletivo diariamente, mas com muito humor.
Cleriosvaldo que cobre a linha 434 Grajaú-Leblon é de floripa, mas mora no Rio de Janeiro, e promete gargalhadas ao falar sobre suas cantadas e seu sonho de ser motorista, pois quer ver a vida de frente e não de lado!
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Photobucket Cleriosvaldo em ação

sábado, 3 de maio de 2008

Luxuoso Caso Policial

Um livro dedicado à moda ou um clássico romance policial? Está é a pergunta que vem a mente quando se relata a história contada em “Casa Gucci – Uma História de Glamour, Cobiça e Morte”. O drama biográfico da família italiana que criou a famosa grife foi relatado pela jornalista Sara Gay Forden em 2001, mas ganhou versão em português este ano e está chegando em maio as livrarias brasileiras.
A obra tem 488 páginas destinadas a descrever a trágica trajetória da família em meio à criação do império de sofisticação e glamour da grife.
Com recheio de drama, romance e policial a estória caiu nas graças de Hollywood e nas telas terá a direção de Ridley Scott. O enredo começa contando como em 1906, o jovem estilista Guccio Gucci, filho de artesão, com a abertura de uma loja de malas de couros luxuosas em Florença, deu origem a grife. A loja ficou conhecida pela sua sofisticação e riqueza no acabamento. Em pouco tempo, a marca Gucci estava associada a malas, bolsas e calçados e logo virou febre entre celebridade e socialites do mundo. Novas lojas foram abertas em New York e Paris.
A marca dos Gs entrelaçados se consolidou como símbolo de luxo e se personificou em itens célebres e exclusivos como a Bolsa Bambou e o famoso lenço de seda floral criado especialmente para Grace Kelly. Porém, a expansão dos lucros trouxe também uma acirrada disputa familiar que só poderia vim acompanhada do declínio. A empresa virou uma sociedade de ações. Permanecendo 50% nas mãos de Maurizio Gucci. O herdeiro não só quase afundou a empresa como manchou seu nome nas páginas polícias. Em 1995, o estilista foi assassinado a tiros na porta de seu escritório, em Milão, a mando de sua mulher, Patrizia Reggiana, que foi condenada a 29 anos de prisão. A sua morte, porém, trouxe a grife a dupla responsável pelo renascimento do glamour. Domenico Sole assumiu a diretoria e Tom Ford a direção criativa da marca. A sociedade viu a marca ressurgir com uma forte linha erótica e sensual. O que desagradou à maioria dos acionistas, mas escandalizou e seduziu os fashionistas e as consumidoras.
Em 2004, Domenico e Ford deixam a empresa que hoje, tem suas criações assinadas por Frida Giannini. Enfim, uma estória de criação e renascimento do glamour. Pra quem tiver ainda alguma dúvida sobre o potencial dos Gs, estamos no meio do ano, mas a marca já foi eleita pela revista “Forbes” como a mais cobiçada do ano.
Photobucket Campanha Gucci/Tom Ford Photobucket Campanha Gucci Photobucket

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Armações tupiniquins!!

Tom Ford, marca americana conhecida por seus cobiçados e imensos óculos escuros acessório indispensável das celebridades, anunciou que abrirá uma loja no Basil, em maio. A grife está apostando no mercado brasileiro para fazer parte do seu plano de expansão e solidificação da marca. A idéia é de que em 10 anos a marca esteja consolidada no mundo da moda e para isso serão abertas 100 flagships(lojas próprias) e shop-in-shops(loja dentro de outras lojas). O que será o caso do Brasil. O local escolhido não poderia ter sido outro. A meca das grifes a Villa Daslu que abrigará a única loja da marca na América Latina.
O estilista texano ganhou fama no cenário da moda por ter renascido a Gucci e também pelos desentendimentos com os dirigentes da grife, o que causou sua saída. Acreditando na máxima de que “deus escreve certo por linhas tortas” a Gucci foi eleita pela Forbes este ano, como a marca mais desejada do mundo e Tom Ford agora assina sua própria marca. Sua primeira loja foi aberta ano passado numa das avenidas mais concorridas do mundo, à 845, Madison Avenue, em New York.
Tom Ford é reconhecido pela elevação do luxo ao sensual o que demonstrou em vários editoriais publicitários quando ainda trabalhava para Gucci e para Yves Saint Laurent. Sua adoração pelo nu é tanta que ele mesmo já fez várias fotos nu para revistas. Mas apesar de chamar atenção pela sua excêntrica fixação corporal seu perfil profissional é altamente marcado pela qualidade e luxo dos seus itens e pela exclusividade de suas peças. Há uma fila eterna pela espera de um dos seus óculos.
Para agrado de umas e desapontamento de outras “patricinhas tupiniquins” a grife continuará produzindo apenas roupas masculinas, cosméticos e acessórios. Um ponto positivo? A grife tem por conceito adaptar elementos típicos regionais dos países em que se instala e criar itens exclusivos. Chegou a hora de despertamos inveja em alguém!!!!
Photobucket Tom Ford sempre sexy
Photobucket Campanha para YVL
PhotobucketPhotobucketFoto campanha YVL e Óculos modelo Whitney

Abre Alas!

"Ensaio sobre a Cegueira” o filme brasileiro dirigido por Fernando Meirelles foi incluído na seleção oficial do 61° Festival de Cannes, que acontece dos dias 14 a 26 de Maio. De acordo com a imprensa internacional as expectativas para que seja escolhido para a abertura do Festival e para a participação da Mostra Competitiva, disputando a Palma de Ouro é grande.
O longa é baseado na obra de José Saramago e conta a história de uma epidemia de cegueira, sem motivo aparente, que toma proporções mundiais. A única pessoa que não foi infectada é a mulher de um médico, interpretada pela atriz Julianne Moore. O filme que teve como locação de filmagem vários lugares do mundo tem ainda em seu elenco Mark Ruffalo, Gael Garcia Bernal e Alice Braga.
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